sexta-feira, 17 de julho de 2009

Finalmente...

Finalmente de férias e ainda a digerir o inacreditável enunciado de exame ontem apresentado. Mas não quero, para já, falar disso. Por vezes, há que viver o momento, e esta é uma dessas horas.
Sei que tenho pela frente a elaboração de mais uma unidade lectiva para os manuais de E.M.R.C., mas dedicarei estas duas últimas semanas de Julho ao descanso para melhor poder abordar mais este desafio. Mas este início, já começou mal porque o meu portátil pura e simplesmente não arranca. Tive que recorrer ao meu velhinho pc, ao seu minúsculo monitor e ao seu irritante teclado (é uma aventura escrever num teclado que falha várias letras!), que estavam esquecidos no quarto de arrumos. E que agora, do cimo desta mesa, olham com indisfarçavel desdém orgulhoso o preferido e avançado portátil que espero não tenha entregue a "alma" ao criador.
Hoje nada digo de jeito, por isso deixo-vos apenas uma oração pelas férias de Tolentino de Mendonça que estes dias descobri no site do secretariado nacional da pastoral da cultura.

Oração pelas férias

Dá-nos, Senhor,
depois de todas as fadigas
um tempo verdadeiro de paz.

Dá-nos,
depois de tantas palavras
o dom do silêncio
que purifica e recria.

Dá-nos,
depois das insatisfações que travam
a alegria como um barco nítido.

Dá-nos,
a possibilidade de viver sem pressa,
deslumbrados com a surpresa
que os dias trazem pela mão.

Dá-nos
a capacidade de viver de olhos abertos,
de viver intensamente.

Dá-nos
de novo a graça do canto,
do assobio que imita a felicidade aérea
dos pássaros,
das imagens reencontradas,
do riso partilhado.

Dá-nos
a força de impedir que a dura necessidade
esmague em nós o desejo
e a espuma branca dos sonhos
se dissipe.

Faz-nos
peregrinos que no visível
escutam a melodia secreta
do invisível.

José Tolentino Mendonça

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